Frio e pálido. Andava a noite pelas ruas em busca de serviço. Era um matador de aluguel. Não tinha piedade de suas vítimas. Atirava pra matar. “Bang!” Não hesitava ao puxar o gatilho, e fazia isso com um sorriso assustador...
Mais uma noite, mais um ser para sua lista. Quer dizer, mais um ser morto para sua lista, haha. Não se importava com o que podia lhe acontecer. Matava por puro prazer, nem se importava tanto com o dinheiro (que nem era muito), e aceitava qualquer trabalho. Qualquer um...
Sentou-se à mesa de um barzinho imundo. O local fedia a mijo de rato e tinha clientes tão nojentos quanto. Até para ele aquelas pessoas eram desprezíveis. Não se importaria em matá-las, não fariam diferença...
Um homem aproximou-se e sentou-se perto dele. Capa preta, chapéu, óculos escuros e uma maleta. Não parecia um de seus clientes normais, ele tinha estilo. Talvez fosse até outro matador... Aproximou-se ainda mais e sussurrou:
Não fez nenhum gesto. Estava acostumado com propostas e respondia-lhes com sua frieza. O homem continuou:
Deu-lhe um tapinha nas costas, colocou a maleta em cima da mesa e abriu-a... Oferta generosa? Haha, era o maior montante que aquele matador havia visto. Coisa de 50 mil reais. Ele, que não tinha expressão, arregalou os olhos, sorriu para seu cliente e perguntou-lhe:
Ao passo que este lhe respondeu:
Não é uma resposta comum na vida de um matador. Na verdade, é sim, mas não com aquela frieza. Sempre vem acompanhada de uma zombação, um sorrisinho escroto. Mas não dessa vez. Dessa vez era sério...
Não sabia o que fazer. Recusar a oferta? De que adiantaria? Se aquele homem queria matá-lo ele iria fazê-lo. Não adiantaria fugir, esconder-se, mudar de nome, fazer uma cirurgia... Nada. Matadores têm um cheiro próprio, deixam um rastro por onde passam. Ele já estava morto.
Isso, entretanto, não era a conclusão a que ele queria chegar. Tinha de se safar. Estava suando frio, sua expressão, que havia passado de frio para interessado, agora refletia o mais puro medo. Seu cliente estava atento a isso...
Miserável! Era mais frio que qualquer outro matador de aluguel. O seu prazer ia além de matar as pessoas, do dinheiro, seu prazer estava em fazer as pessoas sofrerem. Gostava de ver o medo em seus rostos. Era doente.
Pobre matador. Estava encurralado entre sua arma e a parede. Preferia quando era com outras pessoas. Não é muito confortável estar na situação de presa, sabe? Torcia para que aquilo fosse apenas um pesadelo. Alguém já dizia que os maus se divertem mais de dia para ter pesadelos à noite...
Mas não era um pesadelo. Era a mais pura realidade na vida de um matador. Ou de um morto, como queira. Ele, entretanto, ainda não aceitava isso e resolveu perguntar...
A resposta?
Ele estava certo. Era só um serviço. Um matador não pergunta por que deve fazer. Ele apenas faz. É quase um código de honra. Você faz porque você é. Ou algo do tipo.
Bebeu seu trago. Sacou sua arma. Apontou-a para sua cabeça. Sorriu. Puxou o gatilho, sem hesitar. Matou-se. Trabalho feito.
O homem levantou-se, deixou a maleta e partiu. Mais uma noite, mais um ser morto para sua lista.
Mais uma noite, mais um ser para sua lista. Quer dizer, mais um ser morto para sua lista, haha. Não se importava com o que podia lhe acontecer. Matava por puro prazer, nem se importava tanto com o dinheiro (que nem era muito), e aceitava qualquer trabalho. Qualquer um...
Sentou-se à mesa de um barzinho imundo. O local fedia a mijo de rato e tinha clientes tão nojentos quanto. Até para ele aquelas pessoas eram desprezíveis. Não se importaria em matá-las, não fariam diferença...
Um homem aproximou-se e sentou-se perto dele. Capa preta, chapéu, óculos escuros e uma maleta. Não parecia um de seus clientes normais, ele tinha estilo. Talvez fosse até outro matador... Aproximou-se ainda mais e sussurrou:
Tenho um trabalho para você. Aceita qualquer um não é mesmo? Haha
Não fez nenhum gesto. Estava acostumado com propostas e respondia-lhes com sua frieza. O homem continuou:
Sei que também não se importa com dinheiro, mas uma oferta generosa sempre faz bem, não é mesmo?
Deu-lhe um tapinha nas costas, colocou a maleta em cima da mesa e abriu-a... Oferta generosa? Haha, era o maior montante que aquele matador havia visto. Coisa de 50 mil reais. Ele, que não tinha expressão, arregalou os olhos, sorriu para seu cliente e perguntou-lhe:
Quem tenho de matar?
Ao passo que este lhe respondeu:
Você mesmo.
Não é uma resposta comum na vida de um matador. Na verdade, é sim, mas não com aquela frieza. Sempre vem acompanhada de uma zombação, um sorrisinho escroto. Mas não dessa vez. Dessa vez era sério...
Não sabia o que fazer. Recusar a oferta? De que adiantaria? Se aquele homem queria matá-lo ele iria fazê-lo. Não adiantaria fugir, esconder-se, mudar de nome, fazer uma cirurgia... Nada. Matadores têm um cheiro próprio, deixam um rastro por onde passam. Ele já estava morto.
Isso, entretanto, não era a conclusão a que ele queria chegar. Tinha de se safar. Estava suando frio, sua expressão, que havia passado de frio para interessado, agora refletia o mais puro medo. Seu cliente estava atento a isso...
Que aconteceu? Algo lhe assusta? A quantia é pouca? O alvo é difícil? Haha. Diga-me, meu amigo, o que há?
Miserável! Era mais frio que qualquer outro matador de aluguel. O seu prazer ia além de matar as pessoas, do dinheiro, seu prazer estava em fazer as pessoas sofrerem. Gostava de ver o medo em seus rostos. Era doente.
Pobre matador. Estava encurralado entre sua arma e a parede. Preferia quando era com outras pessoas. Não é muito confortável estar na situação de presa, sabe? Torcia para que aquilo fosse apenas um pesadelo. Alguém já dizia que os maus se divertem mais de dia para ter pesadelos à noite...
Mas não era um pesadelo. Era a mais pura realidade na vida de um matador. Ou de um morto, como queira. Ele, entretanto, ainda não aceitava isso e resolveu perguntar...
Por quê?
A resposta?
Haha, meu caro, não há um motivo. É só um serviço, sabe? Não me pergunto por que devo fazer, nem nada do tipo. Sou como você é. Ou pelo menos como você era há alguns minutos, haha.
Ele estava certo. Era só um serviço. Um matador não pergunta por que deve fazer. Ele apenas faz. É quase um código de honra. Você faz porque você é. Ou algo do tipo.
Garçom! Traga duas. Uma para mim e outra para meu amigo de capa.
Bebeu seu trago. Sacou sua arma. Apontou-a para sua cabeça. Sorriu. Puxou o gatilho, sem hesitar. Matou-se. Trabalho feito.
O homem levantou-se, deixou a maleta e partiu. Mais uma noite, mais um ser morto para sua lista.
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