Telecinésia: alegada capacidade de mover fisicamente um objeto com a força psíquica (da mente), fazendo-o levitar, mover-se ou apenas ser abalado pela mente. - Wikipédia

Jogos, dinheiro, mulheres, Las Vegas. Era lá que passava suas férias. Sim, um socialite de merda. Não se importava com muitas coisas na vida, a não ser as coisas fúteis. Principalmente com dinheiro, e para ele era fácil conseguir...

Era um trapaceador. Gostava de testar sua “sorte” naqueles jogos, e sempre ganhava. Não se aproveitava de uma falha no sistema, nem utilizava engenharia social, aproveita-se de algo ainda mais prático: suas capacidades telecinéticas.

É, era um paranormal. Não fazia o mal com seus poderes, mas também nunca fez o bem. Quer dizer, pelo menos não para os outros. Poderia estar salvando vidas, apagando incêndios e tantas outras coisas, mas ganhar dinheiro era mais divertido. Até que três homens aproximaram-se...



Senhor, acompanhe-nos.

Pegaram-no. Mas, como? Haveria algum outro paranormal lá? Teria falado algo (mesmo em voz baixa) que não devia? Não sabia. Mas nem era tão complicado assim. Ele só estava ganhando dinheiro demais.

Entraram numa sala escura com uma cadeira e uma lâmpada direcionada para ela. Típica cena de filme, só que dessa vez era real.

Por favor, sente-se.

Não pareciam estar zangados com ele, muito menos interessados em saber como ele fazia. Talvez apenas estivessem entediados e quisessem alguém para conversar. É, talvez.

Sabe, senhor, não é comum as pessoas ganharem muito dinheiro por aqui. Na verdade, nem ganham, apenas damos umas esmolas de vez em quando. Pra não perder a graça, sabe? Mas você... Você, meu amigo, parece ter tirado a sorte grande: 25 vezes numa noite e nenhuma perda. É, você é sortudo.

Um dos homens tirou um cigarro do bolso e ofereceu-lhe. Parecia ser algo apropriado para aquela ocasião.

Olha, não queremos confusão nem nada. Só queremos que você devolva o dinheiro. Nada mais. Somos amigos, não é mesmo? E então, vamos lá... Passe o dinheiro.

Não queria entregar. Não havia trapaceado. Apenas tinha usado de sua “sorte” natural.

Senhor, não vamos dificultar as coisas. Não queremos lhe fazer nada, só queremos o dinheiro. Compreende?

Claro que não compreendia, era um mesquinho. Queria o dinheiro a qualquer custo. Até que um dos homens puxou uma arma...

Está vendo? Somos pacíficos. Isso aqui? Não é nada, só precaução. Os policiais também andam com uma, não é mesmo? Mas agora, sem brincadeiras, ou você passa o dinheiro ou nós iremos "jogar" roleta russa. Você tem sorte, não é? Haha

É, ele tinha sorte. Se era capaz de manipular os dados, por que não conseguiria controlar uma bala? Deu sua resposta definitiva:

Não.

“Bang!” Um tiro ecoou pela sala. Não deu sorte daquela vez.

Comentários (5)

On 1 de setembro de 2009 17:20 , Zé Wellington disse...

Gostei. hehehe. Legal a parte fictícia do conto.

Eu ia gostar mais ainda dele se ele fosse mais longo e mais desenvolvido.

Abraço!

 
On 5 de setembro de 2009 03:16 , Matheus G. Carlos disse...

Diacho, num era tu que reclamava dos meus textos longos? hehe Não entendo esse povo mesmo...

Talvez apareça um novo conto mais desenvolvido em breve. Mas não sei direito...

Valeu, Zé!

 
On 7 de setembro de 2009 21:57 , Lara. disse...

adorei. o fim foi tão... bom.

 
On 8 de setembro de 2009 10:33 , Matheus G. Carlos disse...

Olha só, Lara, do desaniversário, por aqui. É, algo raro.

Lara, valeu! Escreve mais que eu, então só posso agradecer mesmo, hehe.

 
On 17 de janeiro de 2010 13:32 ,
Zuão disse...

Nota: ñ brinque de roleta russa com pistolas ahuahauhauh