Se há uma coisa que admiro é a música. É incrível como você pode transferir uma série de emoções e peculiaridades pessoais apenas com um determinado timbre, seja ele da voz ou de algum dos tantos instrumentos que tenho vontade de aprender a tocar. O fato de você conseguir isso não quer dizer que você seja especial, na verdade revela algo muito maior: você é humano.

Ainda não sei como as pessoas conseguem viver sem música. Talvez seja por ignorância, ou simplesmente por falta de costume. Bom, é aí que entra uma questão chave: por que ignoramos a expressividade do ser?



A resposta talvez não seja tão simples. Ela remota a questões extremamente burocráticas, a questões de repreensão que há tempos são praticadas. Puro “enjaulamento” do ser. Expressar-se virou tarefa para mestres.

É difícil conseguir encontrar O alguém para jogar na fogueira e acusar de crime tão hediondo, e mesmo que fosse fácil dificilmente adiantaria. Não serviu com as bruxas, serviu?

Nem é questão de “justiça”, é mais de consciência mesmo. Cada um “só” tem que perceber que expressar-se realmente é uma arte, que isso faz parte da nossa condição básica de existência. Quem não se expressa não vive.

Pode-se dizer que falta apoio e o caralho a quatro, mas apoio só adianta quando se quer e, bom, acho que já deu pra perceber que ninguém está muito interessado.

Então, querido leitor (ou não tanto, vai de quem é você – sincero sim), após ler tudo isso você deve estar se perguntando “Aonde ele quer chegar?”. A princípio eu diria que meu objetivo é o infinito e além, mas preciso ser um pouco mais preciso.

Quero chegar aonde Bobby McFerrin chegou ao demonstrar, no World Science Festival, que a música realmente é um sentimento, e é universal.

Aprecie sem moderação:







Comentários (2)

On 27 de setembro de 2009 22:57 , Lara. disse...

admita que você pensou em toy story quando pôs 'ao infinito e além' no texto.

 
On 28 de setembro de 2009 01:27 , Matheus G. Carlos disse...

Como não pensar? Lembro quando assisti pela primeira vez, em fita, comendo biscoito Galak (que na época era duro feito pedra), haha.