Há filmes, filmes e projetos. A primeira classificação engloba os filmes que fazem história, que realmente marcam as pessoas e, consequentemente, suas épocas. São primores do cinema que jamais deixam de ser louvados, seja pelo roteiro, direção, atuação, inovação... Não importa, eles “são”.
A segunda engloba aqueles filmes “legaizinhos”, que você assiste quando não tem nada pra fazer, só pra matar o tempo. São aconchegantes, até interessantes, não pedem muito raciocínio, pura brincadeira. Cinema pipoca.
Os “projetos”... Bom, entenda os “projetos” como qualquer filme que lhe faça querer o dinheiro da conta de luz (da casa da sua tia) de volta.
Felizmente não irei falar de um filme como esse, e sim de um “1ª classificação”.

Gran Torino é um dos filmes mais incríveis que já vi. Ele tem toda uma atmosfera de filme foda, que faz você querer aplaudir ao final. Sim, isso mesmo, você aplaude.
Por quê? Porque Clint Eastwood acertou. Acertou em cheio. Ele dirigiu bem, muito bem, o filme. Não deixou momentos sem graça, pontas soltas, descartáveis. Cada instante do filme lhe rende uma sensação diferente, seja de concordância com as ideias, de repúdio, de felicidade, ou simplesmente uma leve ironia com a vida, a sua vida.
Ele não atuou em seu filme por acaso, foi porque ele sabia que era o único capaz de fazer isso. Sabia que só ele conseguiria traduzir as emoções/pensamentos exigidos pela história. Transformou toda a vontade que um diretor tem que seu ator faça uma cena do jeito certo na vontade do próprio ator.
A história talvez lembre os grandes clichês, mas ela é algo mais pessoal, mais voltada à vida das pessoas, nada fantasioso. Não tem vontade de ser uma crítica excepcional ao racismo/preconceito, ela apenas é. E é quase sendo uma brincadeira, quase por acaso.
Não é também nenhuma história de amor melodramática, blockbuster para adolescentes com hormônios alterados. É só uma história de amor sincero, daqueles que você tem “socialmente”.
Bem como não é nenhuma lição de vida, nenhuma história barata de auto-ajuda, é só a história de uma vida. Uma vida daquelas (sic) vividas, cheia de tropeços, reviravoltas, recaídas...
É um filme “retrato”. Ele captura apenas a essência, dispensa excessos. Revela, em pouco tempo, as frustrações de uma vida senil que se arrepende do que fez (e do que não fez), e que quer consertar todos os seus erros em um “gran finale”.
Eu talvez esteja exagerando, me levando pelo fato de tê-lo assistido às 3h da madrugada acompanhado de meio pacote de biscoito de chocolate, mas ainda assim não consigo considerá-lo apenas um filme “bom”, pra mim ele é “fantástico”.
A segunda engloba aqueles filmes “legaizinhos”, que você assiste quando não tem nada pra fazer, só pra matar o tempo. São aconchegantes, até interessantes, não pedem muito raciocínio, pura brincadeira. Cinema pipoca.
Os “projetos”... Bom, entenda os “projetos” como qualquer filme que lhe faça querer o dinheiro da conta de luz (da casa da sua tia) de volta.
Felizmente não irei falar de um filme como esse, e sim de um “1ª classificação”.

Gran Torino é um dos filmes mais incríveis que já vi. Ele tem toda uma atmosfera de filme foda, que faz você querer aplaudir ao final. Sim, isso mesmo, você aplaude.
Por quê? Porque Clint Eastwood acertou. Acertou em cheio. Ele dirigiu bem, muito bem, o filme. Não deixou momentos sem graça, pontas soltas, descartáveis. Cada instante do filme lhe rende uma sensação diferente, seja de concordância com as ideias, de repúdio, de felicidade, ou simplesmente uma leve ironia com a vida, a sua vida.
Ele não atuou em seu filme por acaso, foi porque ele sabia que era o único capaz de fazer isso. Sabia que só ele conseguiria traduzir as emoções/pensamentos exigidos pela história. Transformou toda a vontade que um diretor tem que seu ator faça uma cena do jeito certo na vontade do próprio ator.
A história talvez lembre os grandes clichês, mas ela é algo mais pessoal, mais voltada à vida das pessoas, nada fantasioso. Não tem vontade de ser uma crítica excepcional ao racismo/preconceito, ela apenas é. E é quase sendo uma brincadeira, quase por acaso.
Não é também nenhuma história de amor melodramática, blockbuster para adolescentes com hormônios alterados. É só uma história de amor sincero, daqueles que você tem “socialmente”.
Bem como não é nenhuma lição de vida, nenhuma história barata de auto-ajuda, é só a história de uma vida. Uma vida daquelas (sic) vividas, cheia de tropeços, reviravoltas, recaídas...
É um filme “retrato”. Ele captura apenas a essência, dispensa excessos. Revela, em pouco tempo, as frustrações de uma vida senil que se arrepende do que fez (e do que não fez), e que quer consertar todos os seus erros em um “gran finale”.
Eu talvez esteja exagerando, me levando pelo fato de tê-lo assistido às 3h da madrugada acompanhado de meio pacote de biscoito de chocolate, mas ainda assim não consigo considerá-lo apenas um filme “bom”, pra mim ele é “fantástico”.
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