Apresento-lhes um texto sem pé nem cabeça, o Lost brasileiro. Aproveitem!

Brincadeira, claro. Após este hiato técnico - é uma expressão bonita, achei interessante usá-la - venho tentar me redimir com um texto que escrevo desde quando Judas perdeu as botas e Papai Noel ficou com o saco vermelho. As outras partes do mesmo, entretanto, - Já repararam como gosto de usar essa palavra? - só será publicada caso esta seja aprovada por você.

Leia, dê sua opinião e agrade minha pessoa. Obrigado.


Era um dia comum. O sol estava à pino, os carros poluíam o ar, os vizinhos reclamavam do barulho dos outros vizinhos... É, era um dia comum, inclusive para Daniel.

Daniel era um cara que fazia parte das estatísticas da boa vida: tinha emprego, casa, carro, família e nos finais de semana saia com os amigos para jogar conversa fora. Típica vida dos sonhos. Quem não queria ter uma vida assim?

Ele não queria.

Era um cara problemático. Não aparentava, muito menos costumava demonstrar, mas sua esposa e amigos mais próximos sabiam. Fazia de tudo para estar sempre com um sorriso no rosto.

Mas isso mudou naquele dia quando foi ler suas correspondências. Envelope vermelho, sem remetente e apenas com seu nome. Isso não era comum. Abriu o envelope e viu a carta, a lista. De que? “Pessoas a morrer”.

Era uma lista considerável, coisa de 30 nomes, e seu nome era um deles. Ao final da lista havia apenas uma frase: “Um dia.”. Desconsiderou-a. “É uma brincadeira”, pensou.

Chegou do trabalho, jantar estava pronto, crianças estavam brincando, esposa estava feliz. Ah, doce vida! Jantaram, brindaram, amaram-se. Começou o jornal, nunca o perdiam. Não seria diferente naquele dia.

5 pessoas mortas. Nenhuma razão. Apenas mortas. Todas 5 estavam na lista que Daniel recebera. Pobre coitado, ficou atormentado. Agora sabia que não era uma brincadeira, sabia que iria morrer. O que fazer? Devia contar para a família, para a polícia? Não, isso talvez só acelerasse o processo. Estava ofegante, suava frio. Sua esposa percebeu e perguntou-lhe o motivo. Ele obviamente não respondeu.

Um novo dia levantou-se e junto com ele Daniel. Mais um dia de trabalho. Foi para o banheiro, olhou-se no espelho, lembrou-se. Era o morto do novo dia. Não sabia quando iria morrer, mas iria, e isso era suficiente para perturbá-lo.

Tomou o café e foi para o trabalho, e bom, apenas foi. Passou o dia sem resolver uma daquelas tantas contas que um contador tem de resolver. Pensava no que iria fazer dali pra frente, como seria a situação de sua família após sua morte, como ficaria o escritório, quem tomaria conta de seus bens... Tinha muito no que pensar, não esperamos a morte assim tão repentinamente.

Levantou-se da cadeira e foi olhar pela janela. Uma daquelas pessoas podia estar sendo morta naquele momento. Colocou uma dose de Whisky... Hesitou ao beber, podia conter ácido. Mas talvez fosse morto ao pisar na calçada, que diferença faria? Morreria de qualquer forma.

Engoliu o trago e sentiu-o queimar a garganta. Tremia. Sua sensação era apenas uma: medo.

Clique para ler a próxima parte.

Comentários (3)

On 2 de dezembro de 2009 19:41 ,
Anônimo disse...

Maxo, tá mt foda. Ficou bom mesmo. by: Marc.

 
On 14 de dezembro de 2009 20:32 ,
Anônimo disse...

to doido p/ saber o resto

 
On 30 de dezembro de 2009 04:51 , Pati disse...

CADÊ O RESTO?? D:
ah, gostei sim viu rs